"A cidade é a galeria"

Eduardo Srur vive e trabalha em São Paulo. Estudou na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando
Álvares Penteado (FAAP) onde teve aulas com o artista Nelson Leirner e o fotógrafo
Eduardo Brandão. Inicia a carreira com a linguagem de pintura nos anos 90, recebendo o Prêmio Michelângelo de Pintura Contemporânea no Centro Cultural de
São Paulo (1996), Prêmio Bolsa de Estudo na Anual de Artes da FAAP (1997), Prêmio Salão de Arte Contemporânea de São Bernardo do Campo (2002), Prêmio na 9ª Bienal de Santos (2004) e Prêmio Revelação de Artes Plásticas no Museu de
Arte Contemporânea de Americana (2003).

No início dos anos 2000 começa a pesquisa e o uso do espaço público para desenvolver instalações com novos materiais e diferentes linguagens visuais, abrindo caminho para a produção experimental das
intervenções urbanas. Destaca-se a obra "Acampamento dos Anjos", exibida
na fachada do maior hospital abandonado da America do Sul, em São Paulo (2004).
Recebe prêmios pelo trabalho no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (2002) e
Museu de Arte de Santa Catarina (2002). Expõe no espaço público de Paris (2005)
e ocupa a arquitetura de edifícios seculares na cidade francesa de Metz (2005). Entre 2005 a 2008 participa de exposições na Suiça, Inglaterra, Eslovaquia, Alemanha, Espanha, Holanda e Croácia. É convidado para a Bienal de Havana, em Cuba.

Em São Paulo, fortalece sua
vertente empreendedora e realiza diversas intervenções urbanas de grande escala
na paisagem da cidade, apropriando-se de pontes e viadutos, rios poluídos e represas, parques públicos e terrenos baldios. Instala dezenas de caiaques
tripulados por manequins de plástico nas poluídas águas do rio Pinheiros (2006).
Em 2008, compõe esculturas na forma de garrafas PETS gigantes nas margens do rio Tiete e interfere nos monumentos com coletes salva-vidas. Suspende uma
réplica de carruagem imperial a 30 metros de altura na ponte estaiada da marginal Pinheiros. (2012). No mesmo ano constrói um labirinto gigante de
resíduos sólidos no parque Ibirapuera. Em 2013, ocupa o centro da cidade com "Farol",
uma instalação com milhares de ratos no Vale do Anhangabaú. Em paralelo, desenvolve happenings e performances políticas como "A Arte Salva", em frente ao Congresso Nacional (2011). Suas obras se utilizam do espaço público para chamar a atenção para questões ambientais e para o cotidiano nas metrópoles, sempre com o objetivo de ampliar a presença da arte na sociedade e
aproximá-la da vida das pessoas.

Algumas ações promovem atividades
sociais com crianças e público espontâneo por meio de oficinas que compartilham
o processo criativo do artista fora do ambiente acadêmico para milhares de pessoas. Para difundir suas ideias, concebe palestras em escolas e importantes eventos globais como TED e Sustainable Brands. Em 2014, lança o livro "Manual de Intervenção Urbana" e é eleito o Cidadão Sustentável pelo Catraca Livre pelo conjunto de obra. 

Em 2017, a convite da curadora Adelina Von Furstenberg, participa da mostra "Acqua"
no espaço público de Genebra (Suiça), na ocasião do Dia Mundial da Água. Na Argentina, navega sua obra PETS pelo rio Paraná, rio da Prata e Puerto Madero, em Buenos Aires, durante a 1a Bienal Internacional de Arte Contemporânea da
América do Sul. Em São Paulo, ocupa o contaminado rio Pinheiros com a obra
"Pintado", uma intervenção monumental e itinerante pela cidade.

Artista independente, Srur trabalha em seu ateliê onde mantém acervo e produz séries de pintura, escultura,
fotografia, gravura e objetos gerados pelas intervenções urbanas.

É idealizador e proprietário da ATTACK Intervenções Urbanas, uma empresa especializada na concepção e produção de projetos especiais no espaço público que presta suporte para suas intervenções artísticas.

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