Museu Indesejado

No Dia Nacional da Arte, o artista inaugurou uma exposição visual inédita na Avenida Paulista para refletir sobre o impacto do plástico no planeta.

O Brasil é o 4º maior produtor de plástico do mundo. Por ano, 11 milhões de toneladas de lixo plástico são gerados em forma de sacolas, garrafas e canudos, que vão direto para as nossas praias e águas. O plástico demora mais de 500 anos para se decompor e seus resíduos flutuam na água por mais tempo que obras da história da Arte conhecidas pelo grande público e que mudaram os rumos da cultura na sociedade.

Museu Indesejado apresenta 6 criações inéditas do artista produzidas somente com sacolas plásticas coletadas nas margens dos rios da cidade e cooperativas de reciclagem em São Paulo. As obras se apropriaram de pinturas famosas de grandes mestres:

Monalisa (1503), de Leonardo da Vinci
O Grito (1893), de Edvard Munch
A Grande Onda (1830), de Hokusai
Noite Estrelada (1889), de Vicent Van Gogh
Chaleira e Frutas (1890), de Paul Cézanne
Lírios de Água em Flor (1914), de Monet

O objetivo é provocar a consciência sobre o impacto do plástico na natureza e seu longo tempo de decomposição que ataca a vida marinha e, consequentemente, a nossa vida.

“Se estas obras estão a mais de 100 anos na história da civilização, o plástico que você joga hoje na natureza também estará. O plástico que você descarta na rua vai para o bueiro que vai para os rios que deságuam no mar.” diz o artista Eduardo Srur.

As obras estão disponíveis na plataforma do leilão virtual Blombô e a verba arrecadada será destinada para o Cataki.

A mostra é comissionada pela Corona, marca que atua nesta causa junto com a Parley For The Oceans, uma fundação global que luta pela preservação dos oceanos e o fim da poluição plástica.

Ficha técnica

Sacolas plásticas recolhidas de rios e cooperativas
dimensões variadas

Av. Paulista
São Paulo, 2019

INTERVENÇÕES